

História pública, Memória do Holocausto, Pesquisa e Educação
O NEPAT
[Núcleo Brasileiro de Estudos de Nazismo e Holocausto]
é uma iniciativa independente de historiadoras, em atuação desde 2019.
Nosso objetivo é promover conteúdo acessível e de qualidade sobre o nazismo e o Holocausto e incentivar a educação e pesquisa sobre esse tema no Brasil.

Núcleo Brasileiro de Estudos de Nazismo e Holocausto

Conheça nossa produção de conteúdo


Desnazificando é o primeiro e único podcast no Brasil que fala exclusivamente sobre o regime nazista e o Holocausto.
É um podcast de iniciativa totalmente feminina idealizado, realizado e produzido pelas coordenadoras do Núcleo Brasileiro de Estudos de Nazismo e Holocausto (NEPAT).
Nesse espaço, falamos sobre pesquisa, educação, nazismo, século XX, história pública e o que mais der na telha.
Nosso objetivo é debater conceitos, ideias e acontecimentos de maneira descontraída, mas com profundidade e qualidade.

Últimas notícias
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Acabou de ser lançado o The Routledge Handbook to Auschwitz-Birkenau, no qual contribuímos com o capítulo “The Meaning of the Barbed Wire: Auschwitz’s Place and Holocaust Memory in Brazil”.
Nosso capítulo se baseia em uma pesquisa realizada em livrarias brasileiras para analisar como livros sobre nazismo são expostos e categorizados — incluindo diferenças nas traduções dos títulos — e o que isso pode revelar sobre a memória do Holocausto no Brasil.
![📅 O dia 8 de maio de 1945 marca o final da Segunda Guerra Mundial na Europa, sendo conhecido mundialmente como o Dia da Vitória.
Esta data designa a capitulação oficial e a queda definitiva da Alemanha Nazista perante as forças Aliadas. Embora a guerra no Pacífico tenha se prolongado até setembro, em solo europeu, o conflito que devastou o continente por quase seis anos chegava ao seu encerramento formal.
A derrota alemã era um processo irreversível desde as sucessivas falhas militares e perdas territoriais iniciadas em 1943. Em fins de 1944, a situação já era caótica e a influência de Hitler sobre a população e as Forças Armadas havia desaparecido em meio aos escombros das cidades bombardeadas. Como descreve o historiador Richard Evans, em meio ao caos dos meses finais, o carisma do líder nazista evaporou-se conforme o Exército Vermelho e os Aliados ocidentais fechavam o cerco contra Berlim.
Refugiado em seu bunker, Adolf Hitler admitiu a derrota pela primeira vez em 22 de abril e cometeu suicídio no dia 30 do mesmo mês. Seu sucessor, o grande almirante Karl Dönitz, ainda tentou negociar uma paz separada com os americanos e britânicos para evitar a rendição aos soviéticos, mas sem sucesso. O general Alfred Jodl acabou assinando a rendição total e incondicional, formalizada em 8 de maio.
Para milhões de sobreviventes, o fim da guerra não foi apenas um momento de alívio, mas o início de um pesadelo logístico e moral. A Europa estava em ruínas, com cerca de 50 milhões de pessoas desabrigadas e a fome generalizada. Como registrou a estudante Lore Walb em seu diário em 8 de maio de 1945: "Hitler agora está morto. Mas nós, e os que virão no futuro, carregaremos por toda nossa vida o fardo que ele depositou sobre nós".
📚 Referências bibliográficas:
“O Terceiro Reich em Guerra”, de Richard J. Evans.
“O Fim do Terceiro Reich: A destruição da Europa de Hitler”, de Ian Kershaw.
“Hitler”, de Ian Kershaw.
“Inside the Third Reich”, de Albert Speer.
🎙 Episódios do Desnazificando:
#01: Desnazificação?
#69: Liberação dos campos [Série: A construção do Holocausto | Episódio 12]](https://scontent-lga3-1.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/687802623_1657746142457546_6737319113122290409_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=110&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=CvzRhGNOXa4Q7kNvwFvCzIQ&_nc_oc=AdrjDIAIvUsOwHXX-BOgT6PoGRc1TG7kvrK_Zi0oWqFT5sqP9ZJbU7Ylt0ES17VGHgg&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-lga3-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=kjRPfPTVbas2PPjrOYsznQ&_nc_tpa=Q5bMBQHRHKy0ZJBv-BfsLdDzroW9nArf6O5BFglha-i04LhBWAnG_cGlqBsoP26fJ1oaPcGaSgGOSdHV&oh=00_Af5FXSmHT458VLoP7lFQN89MN4iS_QTverfxATaC4DE5vw&oe=6A05BF40)
![A seus postos, Aliança Rebelde!
O que vem à sua mente quando você ouve a sigla SS? 🤨
Muito além de um grupo de guarda-costas, a Schutzstaffel (Tropa de Proteção) tornou-se a vanguarda ideológica do nazismo e o motor do extermínio. No novo episódio da nossa série sobre as Organizações do Terceiro Reich, vamos entender como esse grupo, fundado em 1923 para proteger Hitler, transformou-se em um Estado dentro do Estado. Sob o comando de Heinrich Himmler, a SS deixou de ser um pequeno séquito para se tornar a "elite" do partido nazista.
Nós discutimos como a SS coordenou desde o serviço de inteligência e o policiamento (Gestapo e SD) até a implementação direta da Solução Final através dos Einsatzgruppen e dos campos de extermínio.
Analisar essas instituições é fundamental para compreendermos que o Holocausto não foi um acidente, mas um projeto burocrático e ideológico executado por homens que se viam como o futuro da Alemanha.
🎙️Vem ouvir!
[Foto da capa: Wikipedia]](https://scontent-lga3-2.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/689782458_1659431318955695_5372288598864905822_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=100&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=bdg6uNsT1cMQ7kNvwG881Dj&_nc_oc=AdrHu8OcGvhrDTuh9wxw6KTHsjO-QeWreNTWkLesKnFbR4Jlww1yuyV5nTJUCXQotbw&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-lga3-2.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=kjRPfPTVbas2PPjrOYsznQ&_nc_tpa=Q5bMBQFpC1ToJI_r3Jo6SfSCouy6_NTCyFHLPMLMbmDq0Dfz4wv-zlfOIz8eDoOQhvtB0cOgpUwAyfbU&oh=00_Af5Vn3ESLgHj2oYLLYNIZTpA0qrcd6ouph-KCb-0z48cOQ&oe=6A05C51D)

![📅 No dia 26 de abril de 1933, nascia uma das organizações que mais povoam o imaginário de terror do século XX: a Gestapo, a Polícia Secreta do Estado nazista. Inicialmente concebida por Hermann Göring como uma ramificação da polícia prussiana, ela assumiu um caráter político e atingiu seu potencial máximo em 1934, ao aliar-se à SS de Heinrich Himmler.
A missão da Gestapo era clara: controlar e silenciar a oposição interna, atuando na chamada Home Front. Como afirmou seu líder Werner Best, para o regime era mais importante a prevenção do que a repressão de delitos já cometidos, pois qualquer oposição era vista como a morte biológica do Estado. No entanto, existe um abismo entre o mito e a realidade dessa organização.
A propaganda nazista trabalhou incansavelmente para criar a imagem de uma polícia onividente e onisciente. Mas, na verdade, a Gestapo era uma organização surpreendentemente pequena. Em 1937, contava com apenas 7.000 funcionários para toda a Alemanha. Como, então, eles sabiam de tudo? A resposta é perturbadora: através da própria população.
Dados oficiais revelam que menos de 10% dos casos vinham de investigações próprias; os outros 90% eram fruto de denúncias civis. A maior força do terror nazista não vinha apenas de agentes em cada esquina, mas da mesquinharia cotidiana de vizinhos e familiares que denunciavam uns aos outros por vezes por desentendimentos pessoais. O Estado nazista conseguiu colonizar o subconsciente do povo, transformando o medo da vigilância em um método de controle social absoluto.
Com o início da guerra, a Gestapo radicalizou sua atuação, sendo peça fundamental na logística da "Solução Final" por meio do Departamento IV B 4, chefiado por Adolf Eichmann, que organizava as deportações para os centros de extermínio. Compreender a Gestapo é entender como o medo pode paralisar e transformar uma sociedade comum em cúmplice de um projeto genocida.
📚 Referências bibliográficas:
“O Terceiro Reich no Poder”, de Richard J. Evans
“Apoiando Hitler: Consentimento e Coerção na Alemanha Nazista”, de Robert Gellately
Podcast Desnazificando: #78 - Gestapo [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 03]](https://scontent-lga3-3.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/668505769_1634968664735294_6096637057521681817_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=104&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=FFjGnwHPnzMQ7kNvwGdKDSK&_nc_oc=AdqF3i_fuApgJRccB2sYzBZg8iwU7PIdOI1l6UPQDIgX_MFesK6ArKFyXYqoO68qhNc&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-lga3-3.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=kjRPfPTVbas2PPjrOYsznQ&_nc_tpa=Q5bMBQGupOFwMpPPlsTPk3TR02u6M3uecTO0ClYoWVVHq_Kt34vilFSVKDR7OdSzM2pQzi1esw3zpdab&oh=00_Af78hg-DAKrqGUyBym5bpZcnflz-Lmp46o8SeDcTkz7Arg&oe=6A05CCDD)

![📅 No dia 11 de abril de 1961, iniciava-se na Corte Distrital de Jerusalém um dos processos judiciais mais emblemáticos da história contemporânea: o julgamento de Adolf Eichmann. Raptado por agentes do serviço secreto israelense (Mossad) em Buenos Aires, Argentina, em maio de 1960, o ex-oficial nazista enfrentava 15 acusações, incluindo crimes contra o povo judeu, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Eichmann era membro do alto escalão da SS e conhecido como o "perito nas questões judaicas". Ele desempenhou um papel central na logística do Holocausto, sendo o responsável pela organização dos transportes que levaram milhões de judeus para os centros de extermínio. Além disso, esteve presente na Conferência de Wannsee em 1942, onde ajudou a redigir as minutas que definiram a execução prática da “Solução Final”.
O julgamento foi um verdadeiro espetáculo televisionado internacionalmente, servindo como um momento pedagógico em que o mundo pôde ouvir, pela primeira vez em grande escala, os testemunhos diretos de sobreviventes. Entre os depoimentos mais marcantes esteve o do escritor Yehiel Dinur (Ka-Tzetnik), que desmaiou no tribunal após descrever Auschwitz como "o outro planeta".
A filósofa Hannah Arendt, que cobriu o processo, surpreendeu o público ao descrever Eichmann não como um monstro sádico, mas como um burocrata medíocre e "terrivelmente normal". A partir dessa observação, Arendt cunhou o conceito de "banalidade do mal": a ideia de que crimes de proporções gigantescas podem ser cometidos por indivíduos que renunciam à sua faculdade de pensar e julgar, agindo apenas como "dentes na engrenagem" de um sistema totalitário.
Eichmann foi considerado culpado, condenado à morte e enforcado em 1º de junho de 1962. Seu julgamento permanece como um marco da justiça de transição e um alerta contínuo sobre a responsabilidade individual e os perigos da obediência cega.
📚 Referências bibliográficas:
“Eichmann em Jerusalém”, de Hannah Arendt.
“Becoming Eichmann: Rethinking the life, crimes and trial of a ‘desk murderer’”, de David Cesarani.
Podcast Desnazificando: #13 - Hannah Arendt e a banalidade do mal [com Adriano Correia].](https://scontent-lga3-2.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/651668886_1614314993467328_5346702310370059695_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=100&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=aX1nSTaKQkcQ7kNvwFyWUO9&_nc_oc=Ado8ec5N5IRU2Wkw8hFu9a2u14qsi86ppzJrJ_xuHnGwL2oJP6ybMvrEmlBeZDZCc88&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-lga3-2.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=kjRPfPTVbas2PPjrOYsznQ&_nc_tpa=Q5bMBQFyuKAwyzPh1XWBuv8Y7Q1CvxUIccwjtqpCzAIv7ghBD62wOR8mTqwAC4cT2__2RgGOAclC9pjN&oh=00_Af7K7qx1Sp4WbDHp0pKLHXCDosO5715AfIsEqGC0GVcFOQ&oe=6A05BEBB)




![#79 - SS: Schutzstaffel [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 04]](https://static.wixstatic.com/media/55fe11_5e081c3306de4d2f87fc99399e25a778~mv2.png/v1/fill/w_250,h_250,fp_0.50_0.50,q_35,blur_30,enc_avif,quality_auto/55fe11_5e081c3306de4d2f87fc99399e25a778~mv2.webp)
![#79 - SS: Schutzstaffel [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 04]](https://static.wixstatic.com/media/55fe11_5e081c3306de4d2f87fc99399e25a778~mv2.png/v1/fill/w_292,h_292,fp_0.50_0.50,q_95,enc_avif,quality_auto/55fe11_5e081c3306de4d2f87fc99399e25a778~mv2.webp)
![#78 - Gestapo [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 03]](https://static.wixstatic.com/media/55fe11_f3e0c5bd74c9416d83f790ac4472b076~mv2.png/v1/fill/w_250,h_250,fp_0.50_0.50,q_35,blur_30,enc_avif,quality_auto/55fe11_f3e0c5bd74c9416d83f790ac4472b076~mv2.webp)
![#78 - Gestapo [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 03]](https://static.wixstatic.com/media/55fe11_f3e0c5bd74c9416d83f790ac4472b076~mv2.png/v1/fill/w_292,h_292,fp_0.50_0.50,q_95,enc_avif,quality_auto/55fe11_f3e0c5bd74c9416d83f790ac4472b076~mv2.webp)

